7 de jan de 2013

Bento XVI e os circenses: "Comunicar através da arte os valores do Evangelho"





No início de dezembro, compartilharam em minha página no facebook esta matéria, que faço questão de publicar aqui na integra. Um encontro do Papa Bento XVI com artistas circenses. No dia 01 de dezembro de 2012 a Rádio Vaticana noticiou: 


A Praça S. Pedro ganhou uma “decoração” especial este sábado: um carrossel e uma tenda de circo foram montados dentro da Praça para preanunciar o encontro de Bento XVI com os circenses. 
O espetáculo começou cedo. Às nova da manhã, cerca de sete mil circenses participantes de um encontro promovido pelo Pontifício Conselho dos Migrantes e Itinerantes fizeram um cortejo do Castel Sant’Angelo até a Praça, que contou ainda com a presença de 500 membros de bandas musicais, que deram ritmo à festa, mesmo sob chuva. 
Momentos depois, já na Sala Paulo VI, palhaços, equilibristas, malabaristas e acrobatas de vários países europeus e dos Estados Unidos se exibiram e deram seu testemunho diante de Bento XVI. 
Após acariciar dois filhotes de leão, em seu discurso o Papa ressaltou a característica desta “grande família”, ou seja, comunicar através da arte. “A alegria dos espetáculos, a graça das coreografias, o ritmo da música constituem um caminho imediato de comunicação para colocar-se em diálogo com crianças e adultos, suscitando sentimento de serenidade, de alegria e de concórdia.” 
Justamente a partir dessas características, continuou o Pontífice, o mundo do “espetáculo itinerante” é chamado a testemunhar os valores que fazem parte de sua tradição, como o amor pela família, o cuidado pela crianças e pelos idosos. Esta profissão requer renúncias e sacrifícios, responsabilidade e perseverança, coragem e generosidade: virtudes que a sociedade de hoje nem sempre aprecia, mas que contribuíram para formar inteiras gerações de circenses. 
Bento XVI mencionou ainda os problemas relacionados a esta condição itinerante, como a instrução dos filhos, a busca de locais aptos para os espetáculos e a burocracia, que atinge principalmente os trabalhadores estrangeiros. “Faço votos de que as administrações públicas se empenhem para tutelar essa categoria”, auspiciou o Pontífice. 
A seguir, Bento XVI recordou que a própria Igreja é peregrina, assim como o mundo circense, encorajando-os a oferecerem às jovens gerações, com os valores do Evangelho, a esperança e o encorajamento de que necessitam, evitando atitudes que impedem de colher a beleza da existência, como o pessimismo e o lucro a qualquer custo. 
“Queridos artistas e agentes do espetáculo, repito o que afirmei no início do meu pontificado: ‘Não há nada mais belo do que ser alcançados, surpreendidos pelo Evangelho, por Cristo. Não há nada de mais belo do que conhecê-Lo e comunicar com os outros a Sua amizade. Só nesta amizade se abrem realmente as grandes potencialidades da condição humana. Só nesta amizade experimentamos o que é belo e o que liberta’.” 


Concluo dizendo da minha admiração pelas artes circenses. Em outra edição, já abordamos esse tema, onde a propostas eram artistas corajosos que se aventurassem na arte de evangelizar nas ruas. Certa vez, recebi um vídeo que mostrava um palhaço se apresentando para o Papa João Paulo II. O Papa, rindo como uma criança, não se continha em sua cadeira e dava boas gargalhadas. A arte pura e bem explorada do circo pode ser uma ferramenta de evangelização surpreendente. Nesta plateia, homens, mulheres, crianças, negros, brancos, índios, todos nos tornamos crianças dóceis. Aquele palhaço tem o poder de nos comunicar qualquer coisa. E se sua mensagem for a boa nova do evangelho? 


Minha dica: Como falamos de circo minha dica é outra vez um espetáculo do “Circo de Soleil”. O mais conhecido deles é “Alegria”. Uma boa opção de espetáculo circense, no melhor estilo Circo de Soleil.


Irmão Tarcísio, FPSS



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